sábado, 1 de dezembro de 2012

Esse cara me pegou...



Aos poucos fui me interessando por ele. Sério! Não foi à primeira vista, mas ele foi me conquistando aos poucos mesmo. Ele tem um papo, uma conversa que é de deixar qualquer um boquiaberto. Ao menos eu penso assim.
Há um tempo, para falar a verdade, eu vinha prestando atenção nele. Existem pessoas que chamam a atenção por si só, sem muito esforço, e este de quem falo consegue cativar com um sorriso, com um olhar...
Esse cara, meus amigos, pode não ter nada a ver com a música de Roberto Carlos – sucesso atual da novela da Rede Globo de Televisão Salve Jorge! – muito menos se trata de um caso de amor (sinto muito se decepcionei!). No entanto, gostaria de deixar meu relato sobre esse cara que vai ficar na história da humanidade (já ficou!), o norte-americano Barack Obama.
Tudo bem. Alguns vão me questionar, mas eu explico: a admiração que sinto pela sua figura política é resultado de certo tempo de observação e leitura de obras suas. Aliás, vou citar aqui um trecho da obra do próprio Obama lançada em 2006 nos Estados Unidos e em 2007 no Brasil, A audácia da esperança, que gostaria de compartilhar com quem está lendo agora este texto para explicar o porquê de minha admiração por ele e também por que acredito que ele tenha sido reeleito presidente dos Estados Unidos agora em 2012.

Talvez essas críticas tenham procedência. Talvez não haja como fugir de nossa grande cisão política, do eterno confronto entre dois poderosos exércitos, e quaisquer tentativas de alterar as regras de comprometimento sejam fúteis. Ou quem sabe a política esteja tão trivial que não haja mais volta, de forma que a maioria das pessoas a enxergue hoje como simplesmente mais uma diversão, um esporte em que os políticos são gladiadores e aqueles que se dignam prestar atenção a ela são apenas fãs dispostos de cada lado das arquibancadas, com o rosto pintado de vermelho ou de azul, incitando seu lado e vaiando o lado do oponente. E, se para derrotar o adversário for preciso um golpe baixo, então que assim seja, pois só vencer é que importa.
Mas não acho que seja assim. Penso que existem os cidadãos comuns que, mesmo tendo crescido em meio a todos os embates políticos e culturais, encontraram uma forma – em sua vida pessoal, pelo menos – de estar em paz com os vizinhos e consigo mesmos. (OBAMA, 2007, p. 51)

Obama compara os eleitores a fãs numa crítica que deveria nos servir a todos como reflexão especialmente àqueles que ainda hoje pensam como os gladiadores: derrotar o inimigo. Aliás, a palavra ‘inimigo’ quando usada em período eleitoral é por demais forte e poderia ser substituída, no mínimo, por adversário político ou oponente político. Tais pessoas que pensam como os gladiadores do exemplo são jovens, são adultos, idosos, diversas pessoas que pertencem a esse grupo e pensam da mesma forma, infelizmente, e que acreditam que fazer política é se digladiarem como brutos.
Contudo, esse “cara” de quem eu estou falando tem dado mostras de que digladiar é para os brutos; fazer política é para quem pensa. A minha dica é todos pensarmos e fazermos política séria e honesta juntos. Vamos tentar, pelo menos.
E, para encerrar, digo: esse cara me conquistou e espero não me decepcionar tão cedo!

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