sábado, 8 de dezembro de 2012

Então é Natal


Então é Natal

É. É Natal. Ou quase.
Também é quase Ano Novo. Mas, e daí?
E daí?
Sabe por que e daí?
Porque eu penso que quase nada mudou.
Que – talvez – as angústias do ano passado sejam as mesmas deste ano,
Que os problemas sociais sejam os mesmos (se não piores) dos anos anteriores,
Que a natureza já não é mais tão verde ou colorida como outrora,
Que a vida dos animais já não parece ser mais tão feliz como d’antes, pois se antes alimentados à base de restos da mesa do dono em troca da liberdade, hoje obrigados a serem trancados e com alimentação balanceada e “humanizada”, quando não – pobres coitados! – abandonados por excesso de egoísmo humano.
Então é Natal!
E cá estou eu a refletir se vale ou não à pena ainda desejar Feliz Natal às pessoas que por mim passam ou às que comigo convivem...
É Natal!
E eu sei que ainda existem criancinhas com fome em várias partes deste mundo que eu nem bem sei...
E eu sei que há pessoas pelas quais não vale à pena chorar ou se lamentar ou sentir pena...e talvez isso seja muito triste (ou a coisa mais triste que existe),
E eu sei que existem pais e mães que choram noite e dia porque o filho viciado sai em busca daquele mal que tem se instalado cada vez mais em vários lares no mundo todo,
E eu sei que existem políticos e eleitores que não prestam e se vendem por uma ninharia,
E eu também sei que reclamar, muitas vezes, não adianta.
E é Natal.
E eu sei também que o homem não queria chegar aonde chegou...mas o fez!
...
...
Então é Natal...
E quase Ano Novo...
E eu sei que nas escolas, mesmo com a desesperança que paira sobre a mente de muitos, há o brilho no olhar de alguns alunos que fazem acender a chamar da esperança na Educação.
E aí, sim, é Natal.
E eu também sei que há pessoas de muito bom coração, sem maldade, que sentem prazer em ajudar o próximo sem olhar a quem...
Aí eu vejo que é Natal!...
E que apesar da fome, da corrupção, do abandono, da falta de ética, da baixa-estima...
Bem, é Natal de qualquer modo!
E só quando eu entro no clima natalino eu me dou conta do quão importante é desejar Feliz Natal aos demais, é arrumar o lar para o Final do Ano, o ambiente de trabalho, a cidade onde eu moro. E sabem por quê?
Eu encontrei a resposta, mesmo sabendo que muitas coisas estão piores que nos anos anteriores.
A importância de eu preparar o ambiente, o meu lar, o trabalho, a minha cidade, onde eu circulo é porque isso significa que eu ainda tenho esperança e enquanto ela existir dentro de mim, eu sempre irei dizer: FELIZ NATAL! E ANO NOVO TAMBÉM!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Esse cara me pegou...



Aos poucos fui me interessando por ele. Sério! Não foi à primeira vista, mas ele foi me conquistando aos poucos mesmo. Ele tem um papo, uma conversa que é de deixar qualquer um boquiaberto. Ao menos eu penso assim.
Há um tempo, para falar a verdade, eu vinha prestando atenção nele. Existem pessoas que chamam a atenção por si só, sem muito esforço, e este de quem falo consegue cativar com um sorriso, com um olhar...
Esse cara, meus amigos, pode não ter nada a ver com a música de Roberto Carlos – sucesso atual da novela da Rede Globo de Televisão Salve Jorge! – muito menos se trata de um caso de amor (sinto muito se decepcionei!). No entanto, gostaria de deixar meu relato sobre esse cara que vai ficar na história da humanidade (já ficou!), o norte-americano Barack Obama.
Tudo bem. Alguns vão me questionar, mas eu explico: a admiração que sinto pela sua figura política é resultado de certo tempo de observação e leitura de obras suas. Aliás, vou citar aqui um trecho da obra do próprio Obama lançada em 2006 nos Estados Unidos e em 2007 no Brasil, A audácia da esperança, que gostaria de compartilhar com quem está lendo agora este texto para explicar o porquê de minha admiração por ele e também por que acredito que ele tenha sido reeleito presidente dos Estados Unidos agora em 2012.

Talvez essas críticas tenham procedência. Talvez não haja como fugir de nossa grande cisão política, do eterno confronto entre dois poderosos exércitos, e quaisquer tentativas de alterar as regras de comprometimento sejam fúteis. Ou quem sabe a política esteja tão trivial que não haja mais volta, de forma que a maioria das pessoas a enxergue hoje como simplesmente mais uma diversão, um esporte em que os políticos são gladiadores e aqueles que se dignam prestar atenção a ela são apenas fãs dispostos de cada lado das arquibancadas, com o rosto pintado de vermelho ou de azul, incitando seu lado e vaiando o lado do oponente. E, se para derrotar o adversário for preciso um golpe baixo, então que assim seja, pois só vencer é que importa.
Mas não acho que seja assim. Penso que existem os cidadãos comuns que, mesmo tendo crescido em meio a todos os embates políticos e culturais, encontraram uma forma – em sua vida pessoal, pelo menos – de estar em paz com os vizinhos e consigo mesmos. (OBAMA, 2007, p. 51)

Obama compara os eleitores a fãs numa crítica que deveria nos servir a todos como reflexão especialmente àqueles que ainda hoje pensam como os gladiadores: derrotar o inimigo. Aliás, a palavra ‘inimigo’ quando usada em período eleitoral é por demais forte e poderia ser substituída, no mínimo, por adversário político ou oponente político. Tais pessoas que pensam como os gladiadores do exemplo são jovens, são adultos, idosos, diversas pessoas que pertencem a esse grupo e pensam da mesma forma, infelizmente, e que acreditam que fazer política é se digladiarem como brutos.
Contudo, esse “cara” de quem eu estou falando tem dado mostras de que digladiar é para os brutos; fazer política é para quem pensa. A minha dica é todos pensarmos e fazermos política séria e honesta juntos. Vamos tentar, pelo menos.
E, para encerrar, digo: esse cara me conquistou e espero não me decepcionar tão cedo!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

LÍNGUA

Língua. Linguagem. Linguado. Linguarudo.
Língua. Linguinha. Linguão.

--
Tenhamos uma língua, uma única língua. Não nos deixemos levar pelo que os linguarudos do Congresso nos obrigam a fazer e a ser. Sejamos donos da nossa própria língua. Sejamos linguarudos nós também.
--
Que nossa língua seja instrumento da boa vontade e da vergonha na cara de todos, também. Que nossa língua seja mais do que simples instrumento da fala. Façamos com que nossa língua seja útil e não apenas fútil para que boatos repercutam por aí.
--
Linguajar? Ou ‘língua já’? Do que você está falando? É! Você mesmo, cidadão do mundo, cidadão brasileiro, caríssimo (ou baratíssimo cidadão). Você que fala, usa a língua, mas nada faz.
--
Sejamos ação. O linguajar que se utiliza precisa ser fortificado, ‘amassado’ com todas as forças do povo. Tenhamos coragem e força de vontade, pois nossa língua para mais nada é utilizada a não ser para mal falar dos outros.
--
Linguão. É isso que o povo tem. Linguão e não língua. Talvez a mais óbvia explicação seja a de que o povo não sabe o que falar.
--
Assustado? Não fique assim! Ao invés de assustado, o semblante da reflexão deveria compor o seu visual.
--
Tenhamos, mas antes façamos da nossa uma única língua. Útil. Forte. Sincera. Necessária. Atuante. Reinante.
--
Uma língua com uma linguagem pura. Que nosso português (ou brasileiro, sei lá!) tenha força e bom uso para que não nasçam ou se desenvolvam outros linguarudos e para que nós também não nos tornemos meros ‘baratíssimos linguarudos’.
--
A língua tem jeito. Só não se pode dizer o mesmo dos linguarudos, porque a língua já cresceu e não volta mais ao normal. Solução?
--
Decisão, eis a questão!
--
Decidamos realmente o que fazer com todos: linguarudos ou com linguões!
Peguemos a faca, cortemos a sobra, joguemo-la no lixo, executemos a cruel punição:
FACA! FACA! FACA!
RÉC! RÉC! RÉC!
Já não dá mais! O material se impregnou. Não há faca no mundo que consiga tal façanha!
Oh Deus! Oh Céus! E agora?
--
Já não adianta mais!
Aumentemos, pois, nós também, nossos linguões! Sejamos mais uma camada de linguarudos. Tornemo-nos uma meia dúzia a mais de linguarudos, com enormes linguões para mal falar da vida dos outros também.
--
QUE ASSIM SEJA!
AMÉM!
--
Língua. Linguagem. Linguado. Linguarudo.
Língua. Linguinha. Linguão.
Pegue sua língua e esfregue sabão.